Um dia acordei num lugar diferente, olhei ao meu redor e vi que não estava na minha cama, sai andando pra ver o que tinha acontecido, quando de repente sinto um tremor, vejo pés enormes passando sobre a minha cabeça, me desespero, saio correndo sem um rumo certo, caio em um buraco e desmaio...
Ao abrir meus olhos vejo uma linda moça com um pano úmido sobre minha testa, sem entender direito o que tinha acontecido pergunto a ela onde estou. A moça solta uma risada meio contida e corre pra longe de mim. No mesmo minuto outros se aproximam, o mais velho deles abre um espaço em meio a todos e diz:
- Você é um privilegiado! Eu sem entender pergunto:
- Onde estou? A resposta não poderia ser mais confusa:
- Você esta na terra dos gigantes.
Terra de gigantes pensei eu, e como raios vim para aqui? No mesmo momento em que o velho com dread locks nos cabelos disse:
- Você é um dos puros de coração e só os puros de coração podem vir aqui, venha vamos dar uma volta.
Durante o passeio fui descobrindo que tudo era adaptado. E que os pequeninos como eu viviam escondidos dos gigantes que eram muito irritados.
A comunidade vivia em constante harmonia, onde cada um tinha a sua função e não havia discussão entre os presentes. Eles denominaram aquele esconderijo de Yntara e viviam nos preceitos de uma sociedade alternativa. Vendo as funções de cada um fui descobrindo as adaptações, e eram feitas coisas fantásticas com o pouco recurso.
Com a penas uma lâmpada eles conseguiam produzir iluminação artificial para uma plantação inteira. Percebi também que as casas eram enormes esculturas de antigos anciãos e todas tinham chaminé. Comia-se muito por lá, enormes canoas de papel de seda eram produzidas para o transporte de todo o insumo necessário para a população. Palitos de fósforo além de serem usados para ascender enormes fogueiras, também eram usados como um tipo de “socador”.
Um som constante ecoava por todo o lugar, uma música leve e agradável, a temperatura era amena e o uso de roupas leves e bem coloridas era constante. Uma enorme tesoura era usada para cortar a grama que crescia, as funções eram bem dividas me senti quase que num universo paralelo.
Ao perguntar para o velho como aquele lugar tinha sido descoberto ele me respondeu:
- Muitos Anciãos Rumaram para o Leste até Encontrar Yntara. Não entendi ao certo, mas acredito que de fato eram homens muitos sábios. De repente um alarme soa muito alto, acordo, olho para o lado e meu despertador acusa 07:00h.
sábado, 20 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Empréstimo
Todos passamos por um ou outro momento EMO. E ela está atravessando esta fase. Então demandou este blog da mooca para expor a fase.
Disse ela:
"- Fala que eu to passando por um momento EMO e resolvi escrever, mas que na verdade eu sou só mais um corpinho bonito com uma mente inoperante pra essas coisas!"
E com o recado dado, aí vai o texto.
***
Dizeres de uma noite mal dormida
Parece que cresci. O tempo andou e nada mudou. Você me conhece e acha que não sou normal. Eu te conheço e tenho certeza. Eu ainda estou aqui e você infelizmente continua do lado de lá.
Mas sem ouvir um e o outro, ela fez suas malas e partiu. São Paulo era grande, brilhante. Dava para sentir vida em todos os lados. Criatividade, boêmia. Aqui as coisas aconteciam e a gente não via pela TV: vivia!
Três anos depois ela ainda anda pela Paulista e fica admirada. O tempo passou mas não para Sampa, nem para os seus olhos ou sentimentos. As pessoas andam de lá pra cá com seus estilos diversos, penteados diversos e pensamentos mil. Mas numa simples sintonia de uma obra de arte ambulante.
Ela se sente a mesma menina deslumbrada do interior. Só que três anos mais forte. Três anos mais crítica, três anos mais "uh-lá-lá". Quando pensa em fugir daqui, é pra cá mesmo que corre e se perde. Aí, você finalmente a conquistou.
Encrenca
***
Disse ela:
"- Fala que eu to passando por um momento EMO e resolvi escrever, mas que na verdade eu sou só mais um corpinho bonito com uma mente inoperante pra essas coisas!"
E com o recado dado, aí vai o texto.
***
Dizeres de uma noite mal dormida
Parece que cresci. O tempo andou e nada mudou. Você me conhece e acha que não sou normal. Eu te conheço e tenho certeza. Eu ainda estou aqui e você infelizmente continua do lado de lá.
Mas sem ouvir um e o outro, ela fez suas malas e partiu. São Paulo era grande, brilhante. Dava para sentir vida em todos os lados. Criatividade, boêmia. Aqui as coisas aconteciam e a gente não via pela TV: vivia!
Três anos depois ela ainda anda pela Paulista e fica admirada. O tempo passou mas não para Sampa, nem para os seus olhos ou sentimentos. As pessoas andam de lá pra cá com seus estilos diversos, penteados diversos e pensamentos mil. Mas numa simples sintonia de uma obra de arte ambulante.
Ela se sente a mesma menina deslumbrada do interior. Só que três anos mais forte. Três anos mais crítica, três anos mais "uh-lá-lá". Quando pensa em fugir daqui, é pra cá mesmo que corre e se perde. Aí, você finalmente a conquistou.
Encrenca
***
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Vegas
Já perdi a noção de onde estou. Não sei mais se aqui é a Augusta ou a Consolação. Mas não importa. O que eu sei é que está esfriando. Mas, ainda bem que me deixaram dormir aqui em frente ao estacionamento.
Antes de ontem roubaram meu cobertor. Tive que dormir num papelão ontem. Puta frio! Mas hoje já consegui outro. Eu não roubei não, foi uma moça que passou por aqui e eu pedi. Ela disse que voltava e eu não acreditei. As pessoas nunca voltam, só algumas. Bem poucas na verdade. Mas essa voltou, e trouxe exatamente o que eu precisava. Um cobertor. Acho que foi Deus que falou para ela.
Faz tempo que não durmo próximo a mais de uma parede assim. Protege do vento. Só o cobertor dá. Quando to na calçada, precisa de cobertor e papelão. E se garoa esfria mesmo! De tremer o queixo quando sonha.
Fui andando atrás de comida e fui parar bem longe. Não sei direito onde. Mas quis voltar para cá, perto da Augusta. Tem gente por aqui a madrugada toda, é menos chance de dar merda. Achei antes de escurecer e deitei aqui. Os caras lá ficaram me olhando e o de azul não gostou não. Ficou encarando. Mas o magrinho "trocou idéia" com ele e me deixaram aqui.
Se eu estivesse atrás daquele balcão arrumado como eles, acho que faria a coisa direito, e não deixaria um mendigo sujo deitado no muro do meu estacionamento. Eu ia me chutar muito se estivesse em pé e limpo. Mendigo sujo! Imundo!
Agora to aqui, deitado e imóvel. Só mexendo os olhos e respirando. Eles nem olham mais para mim. To igual a um saco de lixo encostado no muro. Mas e daí? A rua é suja mesmo. Talvez eu seja varrido junto com a sujeira. Eu conto o tempo, vendo o vento varrer o lixo da rua. Logo mais ele me leva também.
Chegou mais um carro e estacionou lá atrás. Ouço muitas risadas. Cinco pessoas alegres. Elas sim estão vivas, não se parecem com um saco de lixo. Limpos, arrumados. Enquanto um arruma o cabelo o outro fica me encarando. Acho que deve querer chutar o lixo vivo aqui, como o idiota de azul.
E entre os risos e sorrisos deles, nenhum sorriso me olha. E quando me olham, por segundos que sejam, os sorrisos se apagam. Sou uma má noticia para eles.
E vão todos embora. Mas não posso culpá-los, porque sempre selecionei as más notícias que pretendia ignorar e incomodavam meu sorriso. Afinal, já é hora da balada.
***
Antes de ontem roubaram meu cobertor. Tive que dormir num papelão ontem. Puta frio! Mas hoje já consegui outro. Eu não roubei não, foi uma moça que passou por aqui e eu pedi. Ela disse que voltava e eu não acreditei. As pessoas nunca voltam, só algumas. Bem poucas na verdade. Mas essa voltou, e trouxe exatamente o que eu precisava. Um cobertor. Acho que foi Deus que falou para ela.
Faz tempo que não durmo próximo a mais de uma parede assim. Protege do vento. Só o cobertor dá. Quando to na calçada, precisa de cobertor e papelão. E se garoa esfria mesmo! De tremer o queixo quando sonha.
Fui andando atrás de comida e fui parar bem longe. Não sei direito onde. Mas quis voltar para cá, perto da Augusta. Tem gente por aqui a madrugada toda, é menos chance de dar merda. Achei antes de escurecer e deitei aqui. Os caras lá ficaram me olhando e o de azul não gostou não. Ficou encarando. Mas o magrinho "trocou idéia" com ele e me deixaram aqui.
Se eu estivesse atrás daquele balcão arrumado como eles, acho que faria a coisa direito, e não deixaria um mendigo sujo deitado no muro do meu estacionamento. Eu ia me chutar muito se estivesse em pé e limpo. Mendigo sujo! Imundo!
Agora to aqui, deitado e imóvel. Só mexendo os olhos e respirando. Eles nem olham mais para mim. To igual a um saco de lixo encostado no muro. Mas e daí? A rua é suja mesmo. Talvez eu seja varrido junto com a sujeira. Eu conto o tempo, vendo o vento varrer o lixo da rua. Logo mais ele me leva também.
Chegou mais um carro e estacionou lá atrás. Ouço muitas risadas. Cinco pessoas alegres. Elas sim estão vivas, não se parecem com um saco de lixo. Limpos, arrumados. Enquanto um arruma o cabelo o outro fica me encarando. Acho que deve querer chutar o lixo vivo aqui, como o idiota de azul.
E entre os risos e sorrisos deles, nenhum sorriso me olha. E quando me olham, por segundos que sejam, os sorrisos se apagam. Sou uma má noticia para eles.
E vão todos embora. Mas não posso culpá-los, porque sempre selecionei as más notícias que pretendia ignorar e incomodavam meu sorriso. Afinal, já é hora da balada.
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sexta-feira, 29 de maio de 2009
Dicas Úteis (?)
Para noites sem sono:
Nome químico: Cloridrato de fluoxetina.
Nome comercial: Prozac.
Posologia: Tomar doses entre 20 e 60 mg meia hora antes de dormir.
Indicações: Droga utilizada no tratamento de depressão, ansiedade, TOC, entre outros distúrbios. Em pessoas com ausência desses sintomas diminui a agitação, estresse, aumentando o sono e a tranqüilidade. Age diminuindo a recaptação da serotonina. Diminui o estresse, porque diminui as emoções como um todo (apatia).
Reações adversas: Pode (ou não) apresentar reações simples, como erupções na pele, diminuição da libido, confusão mental, reações maníacas ou psicóticas (em pessoas predispostas) e idéias suicidas.
Para dias com sono:
Nome químico: Cloridrato de metilfenidato.
Nome comercial: Ritalina.
Posologia: 2,5 a 20 mg 1 hora antes da atividade.
Indicações: Droga normalmente utilizada para tratamento de distúrbios de déficit de atenção. Outras anfetaminas são utilizadas como anorexígenos. Em pessoas sem este distúrbio, apresenta reações como inibição do sono, aquisição de ânimo e concentração extrema. Largamente utilizada por caminhoneiros que não desejam dormir.
Reações Adversas: Não causa muitos problemas também. Causa apenas dilatação na pupila, taquicardia e dependência. Gera irritabilidade, e em usos prolongados pode causar desorientação espacial, alucinações e delírios. Danifica o tecido cerebral.
***
Porque Maracujina é para os fracos!
***
A Encrenca me ajudou nesse!
***
Nome químico: Cloridrato de fluoxetina.
Nome comercial: Prozac.
Posologia: Tomar doses entre 20 e 60 mg meia hora antes de dormir.
Indicações: Droga utilizada no tratamento de depressão, ansiedade, TOC, entre outros distúrbios. Em pessoas com ausência desses sintomas diminui a agitação, estresse, aumentando o sono e a tranqüilidade. Age diminuindo a recaptação da serotonina. Diminui o estresse, porque diminui as emoções como um todo (apatia).
Reações adversas: Pode (ou não) apresentar reações simples, como erupções na pele, diminuição da libido, confusão mental, reações maníacas ou psicóticas (em pessoas predispostas) e idéias suicidas.
Para dias com sono:
Nome químico: Cloridrato de metilfenidato.
Nome comercial: Ritalina.
Posologia: 2,5 a 20 mg 1 hora antes da atividade.
Indicações: Droga normalmente utilizada para tratamento de distúrbios de déficit de atenção. Outras anfetaminas são utilizadas como anorexígenos. Em pessoas sem este distúrbio, apresenta reações como inibição do sono, aquisição de ânimo e concentração extrema. Largamente utilizada por caminhoneiros que não desejam dormir.
Reações Adversas: Não causa muitos problemas também. Causa apenas dilatação na pupila, taquicardia e dependência. Gera irritabilidade, e em usos prolongados pode causar desorientação espacial, alucinações e delírios. Danifica o tecido cerebral.
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Porque Maracujina é para os fracos!
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A Encrenca me ajudou nesse!
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quinta-feira, 21 de maio de 2009
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Retiro
Eu tinha medo do "Homem do Saco". Sim, confesso. Estava lá eu, prestes a quebrar alguma coisa em casa com uma bola, ou a cuspir um pouco de água na cabeça de algum transeunte desavisado na calçada que minha mãe apelava para o temido "Homem do Saco".
- Pára já com isso Thiago, ou vou ligar para o "Homem do Saco".
O que imaginava? O que eu temia? Ah, talvez que ele me colocasse naquele saco de feito com fibra de cizal e me levasse por aí gritando: "sapatos, chapéus e roupas usadas... quem tem?!".
Mas a idade veio. E levou embora o "Homem do Saco" dos meus anseios. Mas não da minha vida. Pensei que pudesse usa-lo com meus filhos, meus irmãos! Isso, meus irmãos. Só não contava com a modernidade em que vivemos.
Pois é, certo dia ameacei meu irmão com o "Homem do Saco". Qualquer molequisse que ele fez, fui lá eu, crente que estava dominando a situação, me sentindo um segurança do Conê de tão intimidador:
- Lucas, pára! Senão o "Homem do Saco" vai vir te pegar!
Ele terminou o que estava fazendo. Aí veio me questionar - quem é o homem do saco, Thiago?
Ele não conhece o "Homem do Saco! E o "Bicho Papão"? A "Cuca"?
NADA!
E percebi que os grandes vilões da minha infância estão obsoletos. Inevitável imaginar um retiro dos vilões aposentados. Uma casa de campo, com quintal grande e verde. Bucólico.
Onde o "Bicho Papão" resmungando sentado em sua cadeira ao lado do lago, reclamando da falta de peixes (alguém sabe qual a cara do "Bicho Papão"? Acredito que vou morrer com essa dúvida). A "Cuca" com um lencinho português enrolado na cabeça, tentando roer um pedaço de queijo com os dois dentes que lhe sobraram, afinal comer criancinhas e não escovar os dentes dá cárie.
Lá do outro lado vem o "Saci" gritando. De andador, afinal pulou muito numa perna só, ficou com osteosporose e perdeu a firmeza na sua perna - Enfermeira! O "Lobo Mau" sujou as fraldas de novo. Enquanto o "Lobo Mau" entrevado na cama respirando em um balão de oxigênio com os pulmões fracos.
Dentro da sala todas as "Bruxas" fazendo tricot e crochet resmungando que a comida do asilo é ruim e agradecendo as princesas não terem casado com seus filhos, afinal elas são muito rampeiras para eles.
Todos os dias, às 18:00 os vilões-anciões estariam de banho tomado e prontos para deitar, afinal estão muito cansados dessa vida de frustrações que tiveram, pois em momento algum foram bem sucedidos em sua jornada. As enfermeiras achariam eles bonitinhos em toda sua senilidade e colocariam eles para dormir.
Esse seria o dia-a-dia dos vilões, onde alguns iriam cada vez mais caindo no esquecimento, deitados em uma maca num canto até que as próprias enfermeiras os esquecessem por completo, enquanto outros vilões não tão velhos adentrariam o asilo para começar a caminhar dentro da rotina do esquecimento.
***
Disseram que o pessoal do "DOPS" está para chegar nesse asilo.
***
- Pára já com isso Thiago, ou vou ligar para o "Homem do Saco".
O que imaginava? O que eu temia? Ah, talvez que ele me colocasse naquele saco de feito com fibra de cizal e me levasse por aí gritando: "sapatos, chapéus e roupas usadas... quem tem?!".
Mas a idade veio. E levou embora o "Homem do Saco" dos meus anseios. Mas não da minha vida. Pensei que pudesse usa-lo com meus filhos, meus irmãos! Isso, meus irmãos. Só não contava com a modernidade em que vivemos.
Pois é, certo dia ameacei meu irmão com o "Homem do Saco". Qualquer molequisse que ele fez, fui lá eu, crente que estava dominando a situação, me sentindo um segurança do Conê de tão intimidador:
- Lucas, pára! Senão o "Homem do Saco" vai vir te pegar!
Ele terminou o que estava fazendo. Aí veio me questionar - quem é o homem do saco, Thiago?
Ele não conhece o "Homem do Saco! E o "Bicho Papão"? A "Cuca"?
NADA!
E percebi que os grandes vilões da minha infância estão obsoletos. Inevitável imaginar um retiro dos vilões aposentados. Uma casa de campo, com quintal grande e verde. Bucólico.
Onde o "Bicho Papão" resmungando sentado em sua cadeira ao lado do lago, reclamando da falta de peixes (alguém sabe qual a cara do "Bicho Papão"? Acredito que vou morrer com essa dúvida). A "Cuca" com um lencinho português enrolado na cabeça, tentando roer um pedaço de queijo com os dois dentes que lhe sobraram, afinal comer criancinhas e não escovar os dentes dá cárie.
Lá do outro lado vem o "Saci" gritando. De andador, afinal pulou muito numa perna só, ficou com osteosporose e perdeu a firmeza na sua perna - Enfermeira! O "Lobo Mau" sujou as fraldas de novo. Enquanto o "Lobo Mau" entrevado na cama respirando em um balão de oxigênio com os pulmões fracos.
Dentro da sala todas as "Bruxas" fazendo tricot e crochet resmungando que a comida do asilo é ruim e agradecendo as princesas não terem casado com seus filhos, afinal elas são muito rampeiras para eles.
Todos os dias, às 18:00 os vilões-anciões estariam de banho tomado e prontos para deitar, afinal estão muito cansados dessa vida de frustrações que tiveram, pois em momento algum foram bem sucedidos em sua jornada. As enfermeiras achariam eles bonitinhos em toda sua senilidade e colocariam eles para dormir.
Esse seria o dia-a-dia dos vilões, onde alguns iriam cada vez mais caindo no esquecimento, deitados em uma maca num canto até que as próprias enfermeiras os esquecessem por completo, enquanto outros vilões não tão velhos adentrariam o asilo para começar a caminhar dentro da rotina do esquecimento.
***
Disseram que o pessoal do "DOPS" está para chegar nesse asilo.
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quinta-feira, 30 de abril de 2009
Principios...
Assistindo televisão um dia desses, vi uma entrevista do empresário Nizan Guanaes, e ouvi uma frase muito celebre do queridíssimo empreendedor:
"Uma garrafa de champagne de 28.000 euros é um atentado a humanidade e ao bom senso."
Ai pensei, 28.000 euros???
Eu acho falta de senso comprar um Blue Label que custa cerca de 600 reais...
Deve ser alguma coisa ligada a principios ! ! !
"Uma garrafa de champagne de 28.000 euros é um atentado a humanidade e ao bom senso."
Ai pensei, 28.000 euros???
Eu acho falta de senso comprar um Blue Label que custa cerca de 600 reais...
Deve ser alguma coisa ligada a principios ! ! !
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