quarta-feira, 26 de maio de 2010

NOTA:

ESTAMOS DE FÉRIAS!

MAS, VOLTAREMOS EM BREVE...

segunda-feira, 29 de março de 2010

Regra de Três

A anestesia esta para a colonoscopia, assim como o boa noite Cinderela esta para a balada!

No final das contas, o objetivo é o mesmo...

sábado, 20 de março de 2010

Londres

15 dicas infalíveis de quem tem um pouquinho mais de experiência que você.

1) Leve sempre um casaco, ai faz frio!
2) A cerveja não é bebida quente, é temperatura ambiente, logo, ela esta gelada!
3) Não fure fila isso é coisa de brasileiro! Lembre-se do seu lado italiano!
4) Não fume a maconha deles, é muito forte ou certifique-se que alguém cuidará de você!
5) Fique com um gringo, por mais que um brasileiro esteja te esperando!
6) Não, em hipótese nenhuma fique com dois amigos, você vai virar motivo de chacota, vem na minha...
7) Use camisinha, alias você já aprendeu a falar isso em inglês?
8) Tente ouvir tudo o que toca por ai, o rock britânico é o melhor do mundo!
9) Esqueça que existe pagode!
10) Me traga um presente...
11) Faça cócegas nos guardas reais... por mim!!!
12) Conheça muitas gringas... convide-as para virem ao Brasil!
13) Fale sobre o Palmeiras com os amantes do futebol, mas cuidado com os Hooligans!
14) Não tire foto de tudo, seus pais não precisam ver!!!
15) E por favor, aproveite, por nós dois! Cuide-se...

Te Amo Demais...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Mais do Mesmo, Mais uma Vez

Numa quinta-feira qualquer, eu e dois amigos do trabalho resolvemos ir almoçar em um lugar diferente, chegando ao nosso destino, antes de entrar para fazermos o nosso pedido, resolvemos fumar um cigarro.

Numa mesa próxima a nós estava uma cena curiosa, um punk, bem ao estilo Old School, de uns trinta e poucos anos, moicano abaixado, camiseta dos Garotos Podres (uma banda do underground nacional) bermuda e coturno no pé.

Ao seu lado, um garoto que não aparentava ter mais de 15 anos. Um estilo mais conservador, All Star no pé, calça de grife e uma camisa polo, cabelos bem cuidados e ar de inteligente, e o terceiro elemento chamou mais atenção que o próprio punk.

Um senhor, de talvez uns 60 anos, conclusão tirada por ter o que restava de seus cabelos, brancos. Calça boca de sino, uma camisa ao estilo John Travolta (no filme os embalos de sabado a noite) e um colete preto por cima.

Ambos estavam comendo um lanche numa famosa rede de lanchonetes fast food bem ao estilo americano. Não me impressionou as vestimentas e nem a lanchonete, o que me impressionou foi o assunto! Estavam todos discutindo sobre o bolsa família...

Isso eram 14h30.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Vontade, desejo, vingança...

Quando a vontade aparece, é sempre dificil de controlar, quando ela vem acompanhada do desejo então, ai quero ver se segurar é quase que impossível...

Agora, se tem um tom de vingança, esquece, você tem que por pra fora, não da, aquilo fica engasgado na sua garganta, embrulha o seu estomago e enquanto você não coloca pra fora aquilo vai te consumindo aos poucos...

Mas é claro que isso tudo vem acompanhado de efeito/consequência...

E se não houver efeito e não surgir nenhuma consequência que te abale?

Aposto que você teria colocado pra fora!

Mas eu não, pelo menos não por hoje...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Mais do Mesmo

Local: Avenida 9 de Julho
Hora: 08h23min

Cena: Dia quente de verão. Aquela brisa fria da manhã, mas já com aquela previsão de calor desonesto. Decote. Um gingado nacional bem característico. Magra sem ser seca. Arrumadinha sem ser fresca. Gostosa, no português claro. Flutuando pela calçada num take mágico, acompanhada por um marombado grande, desses que fazem musculação mais na auto-estima do que nos músculos.

Homem não disfarça. Olha mesmo! Talvez seja mais importante se mostrar olhando do que o conteúdo desfrutado pelas retinas. A atenção era tanta naquele par de pernas altamente mordíveis, que nem se notava o exótico travesti pé-de-sandália (travesti não usa chinelos, né?) que vinha atrás da loira. O travesti olhava de cima a baixo a beldade rebolar.

Sentado na calçada um menino com não mais de oito anos (que na verdade deveriam ser doze anos, mas não aparentava mais que seis) esquecia completamente dos seus deveres de vendedor de bala. Divertia-se às gargalhadas com o despudor estranho e o desglamurama daquele travesti mal financiado.

Do outro lado da rua, quase alheia tudo, mas fundamental para a costura dessa cena, ia uma velha freira em seus trajes castos. Num olhar assustado e impotente para o triste prelúdio de pecado e subversão que via naquele menino.

Fechando a cena, numa "fade away" bem lento para o cinza, iam todos os outros, ignorando a velha, o menino, o travesti, a gostosa e o bombado. Como se a única coisa da vida fosse andar a pé por aquela avenida. Mas num balcão de padaria, com cinco reais a menos no bolso, este interlocutor degustava seu pão de queijo com suco de laranja se divertindo com a vida.

***

sábado, 6 de fevereiro de 2010

As Histórias que o Rock nos Conta.

Nós nos encontramos em segredo em um apartamento em Kensington. Eric Clapton me pediu para ir para escutar uma nova música que ele havia escrito.

Ele ligou o gravador, aumentou o volume e tocou para mim a música mais poderosa e tocante que eu já havia escutado. Era “Layla”, sobre um homem que se apaixona perdidamente por uma mulher que o ama mas não está disponível.

Ele tocou para mim duas ou três vezes, olhando meu rosto a todo momento para ver minha reação. Meu primeiro pensamento foi: “Oh Deus, todo mundo vai saber que é prá mim”.

Eu era casada com um dos amigos mais próximos de Eric, George Harrison, mas Eric estava deixando explícito seu desejo por mim havia meses. Eu me sentia inconfortável por ele estar me empurrando em uma direção que eu não estava certa se queria ir.

Mas, ao perceber que eu havia inspirado tanta paixão e criatividade, a música tirou o melhor de mim. Eu não pude mais resistir.

Naquela noite eu estava indo ao teatro para ver “Oh! Calcutta!” Com um amigo e depois iria a uma festa na casa do empresário Robert Stigwood. George não quis ir nem ao show nem à festa.

Depois do intervalo de “Oh! Calcutta!” eu voltei e encontrei Eric no assento ao lado, depois de persuadir um estranho a trocar de lugar com ele. Depois, nós fomos à casa de Robert separadamente, mas logo estávamos juntos. Era uma festa ótima e eu me senti lisonjeada pelo que havia ocorrido anteriormente, mas também profundamente culpada.

Depois de algumas horas, George apareceu. Ele estava de cara fechada e seu humor não melhorou ao caminhar por uma festa que já acontecia havia horas e a maioria dos convidados estavam sob efeito de drogas.

Ele insistia em perguntar “Onde está a Pattie?”, mas ninguém parecia saber. Ele estava quase indo embora quando ele me viu no jardim com Eric. Estava começando a amanhecer, e estava muito enevoado. George chegou para mim e perguntou: “O que está acontecendo?”.

Para o meu horror, Eric disse: “Eu tenho que te contar, cara, que eu estou apaixonado pela sua mulher”.


Pattie Boyd a mulher que inspirou a composição de "Layla" (Clapton) e "Something" (Harrison).